Era uma vez um pesquisador de uma determinada ciência social aplicada de um país do Sul Global. Movida por problemas de sua história democratizante tardia, a pesquisa desse tal país gerou debates sobre a concretização de direitos e o entendimento deles (e do sistema que, pretensamente, os efetiva). Compreender, tal como o mito de Hermes, as intrigas, razões, ambiguidades motivou certo grupo de estudiosos a se reunir em torno desse mesmo fim. Propuseram, então, a criação de uma revista científica.
Nesse país do Sul Global, até recentemente, as revistas se dividiam (ou dividem?) em camadas, em uma escala elaborada por uma nata de pesquisadores, organizados no chamado Centro de Comando. As camadas mais prestigiosas eram indicadas por signos alfanuméricos iniciais. Logo menos, a revista científica desse grupo alcançou esse status mais exuberante, discretamente indicado no website que a abrigava – um charme que só os iniciados podiam perceber.