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Mais que um curso, um centro de desenvolvimento acadêmico em Direito. Acreditamos que crítica e a interlocução acadêmicas são compatíveis com um ambiente de respeito e acolhimento ao pesquisador.
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Conheça o fundador do IPBB: Professor Doutor Bruno Bernardes

Fruto da iniciativa do Prof. Dr. Bruno Bernardes, com ampla experiência na orientação, desenvolvimento e acompanhamento de pesquisas e rotinas acadêmicas em Direito, o Instituto de Ensino e Pesquisa Bruno Bernardes – IPBB foi criado com o objetivo de proporcionar a mais completa experiência no desenvolvimento de pesquisas jurídicas.

Bio

Doutor em Teoria do Direito e da Justiça pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Mestre em Instituições Sociais, Direito e Democracia pela Universidade FUMEC (aprovado com distinção), tendo sido bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG). Especialista em Filosofia e Teoria do Direito pela PUC Minas (2017). Especialista em Direito Processual pela UNISUL (2009). Editor-Chefe da Editora Conjecturas. Diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa Bruno Bernardes (IPBB) (ipbb.com.br), que tem como objetivo apoiar o desenvolvimento e a divulgação de trabalhos acadêmicos em Direito. Professor Visitante do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito da Universidade FUMEC. Integrante do comitê ABNT/CB-014 Informação e Documentação, que discute e elabora as regras de normalização de trabalhos acadêmicos no Brasil (2024-Atual). Foi Membro da Comissão de Educação Jurídica da OAB-MG (2024). Coordenador Adjunto e Diretor de Eventos, Ensino e Extensão do Instituto Mineiro de Direito Processual (IMDP). Professor de cursos graduação e pós-graduação stricto e lato sensu em Direito, além de cursos preparatórios para carreiras jurídicas. Tem experiência na área do Direito e da Metodologia da Pesquisa Científica, inclusive na orientação de pesquisas, com ênfase em Teoria do Direito e Filosofia do Direito. E-mail: contato@professorbrunobernardes.com.br.

Últimas do blog

Foi-se o tempo dos artesãos

Semanas atrás escrevi aqui, nesta coluna, algumas considerações sobre o problema da maliciosa técnica do prompt injection, em particular, acerca daquilo que denominei de prompt injection estrutural. Retomo este tema, já que os especialistas em inteligência artificial e tecnologia aplicada ao Direito pulularam nas últimas semanas nas redes sociais.
Quero falar, na verdade, de uma fina ironia, mascarada no início daquele texto sob duas siglas: LLM2P (LLM to person – em tradução livre, entre modelos de linguagem e pessoas) e LLM2LLM (LLM to LLM – entre modelos de linguagem). No jogo de eufemismos que vivemos, quero brincar com os meus.

Autoria não é digitação: a Portaria CNPq 2.664/2026 e o novo pacto de integridade

Quem é o autor do texto que o pesquisador acaba de submeter? Há cinco anos, a pergunta era trivial; há dois, tornou-se inconveniente; em 6 de março de 2026, com a publicação da Portaria CNPq nº 2.664, que institui a Política de Integridade na Atividade Científica, tornou-se regulatória.

A academia está atônita. Programas debatem, periódicos publicam diretrizes, congressos abrem mesas-redondas, mas ninguém, em rigor, sabe o que fazer. A perplexidade tem razão de ser. A inteligência artificial generativa cresce em curva exponencial, e a sua detecção, hoje, mostra-se, na prática, impossível.

Nenhum verificador acusa, com a confiança que se exigiria de uma penalidade institucional, o que provém da máquina e o que provém da mão humana. O que circula nos artigos, nas dissertações, nos pareceres, é cada vez menos identificável quanto à origem. A comunidade científica, treinada para julgar textos pela leitura, vê-se diante de algo que não sabe mais como julgar.

Publicando no Sul Global: uma fábula

Era uma vez um pesquisador de uma determinada ciência social aplicada de um país do Sul Global. Movida por problemas de sua história democratizante tardia, a pesquisa desse tal país gerou debates sobre a concretização de direitos e o entendimento deles (e do sistema que, pretensamente, os efetiva). Compreender, tal como o mito de Hermes, as intrigas, razões, ambiguidades motivou certo grupo de estudiosos a se reunir em torno desse mesmo fim. Propuseram, então, a criação de uma revista científica.

Nesse país do Sul Global, até recentemente, as revistas se dividiam (ou dividem?) em camadas, em uma escala elaborada por uma nata de pesquisadores, organizados no chamado Centro de Comando. As camadas mais prestigiosas eram indicadas por signos alfanuméricos iniciais. Logo menos, a revista científica desse grupo alcançou esse status mais exuberante, discretamente indicado no website que a abrigava – um charme que só os iniciados podiam perceber.

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